quinta-feira, 14 de janeiro de 2016


Somos pó.
O nosso produto final não passa de um acumular de poeira.
Fomos estrelas. Vagueamos, perdemos, voltamos e encontramos.
Somos pó.
Não podemos ser outra coisa. Deixamos rastos a nossa vida toda pelo caminho da estrada que percorremos. Conhecemos novos percursos e novas constelações. Uma panóplia de astros passou na nossa vida e foram deixando marcas no nosso pequeno céu. Uns, na última página, têm um céu estrelado que imite uma luz que parece de dia. Outros, permanecem na escuridão, sempre estiveram assim. Não sabem estar de outra forma.
E quando o vento leva o que deixamos para trás...
Deixamos de existir.
Tudo isto porque...
Somos pó.
Gosto de pessoas que me cabem no bolso. 
Posso levá-las comigo para todo o lado.